Empreender no Brasil exige coragem, principalmente para quem encara os desafios do dia a dia sozinho. E essa vontade de crescer só aumenta: em 2025, foram abertas 5,1 milhões de empresas no país, das quais 3,8 milhões são Microempreendedores Individuais (MEI), de acordo com dados do Sebrae.
Mas não basta apenas começar, é preciso saber como continuar. Uma pesquisa sobre a sobrevivência das empresas entre 2020 e 2024 apontou que a falta de conhecimento das atividades, que inclui a gestão do próprio negócio, é um dos principais motivos para o fechamento de muitos MEIs.
Dominar as contas é o que garante que sua empresa se mantenha firme no mercado e tenha lucro real. Por isso, separamos 12 dicas de gestão financeira para MEI para ajudar você nessa missão. Confira agora! 💰
O que é gestão financeira para MEI?
Gestão financeira para MEI é o processo de controlar todo o dinheiro que entra e sai da sua empresa, permitindo que você organize pagamentos, preveja lucros e tome decisões seguras. Ela envolve o registro de vendas, o pagamento de tributos (como o DAS – Documento de Arrecadação do Simples Nacional) e a separação rigorosa entre gastos pessoais e profissionais.
Como fazer a gestão financeira para MEI?
Para ajudar você a colocar a casa em ordem sem complicação, separamos 12 dicas essenciais que podem ser aplicadas hoje mesmo no seu dia a dia.
1. Separe sua conta pessoal da conta profissional
Este é o erro número um de quem empreende. Quando você mistura o dinheiro do aluguel de casa com o dinheiro do fornecedor, perde a visão real se o negócio está dando lucro ou prejuízo.
Por isso, tenha uma conta PJ para receber suas vendas e pagar as contas da empresa. Nela, você conseguirá filtrar todas as suas vendas, conferir os recebimentos e ter clareza de como o seu negócio está performando.
2. Defina o seu salário
O lucro da empresa não é o seu salário. Por isso, determine um valor fixo mensal de remuneração (chamado de pró-labore) para cobrir seus gastos pessoais. Se a empresa lucrou mais em um mês, esse dinheiro deve ficar no caixa para reinvestimento ou reserva.
Ter isso em mente te ajuda a manter uma maior organização financeira, evitando gastos em excesso, principalmente com o dinheiro que deveria ser voltado para a empresa.
3. Registre todo o fluxo de entradas e saídas
Não confie apenas na memória. Anote todas as entradas e saídas, por menores que sejam; uma bala comprada para o cliente ou uma taxa de entrega precisam estar no relatório.
Escolha a ferramenta que melhor se adapta à sua rotina:
- planilha: para quem prefere o computador, o Google Sheets é gratuito e permite criar colunas simples de “Entrada” e “Saída”, somando os resultados automaticamente;
- aplicativos de finanças: existem apps gratuitos e simples que permitem cadastrar gastos no momento em que eles acontecem direto pelo celular;
- extrato do app: no Ton, você pode usar o extrato de vendas para conferir o que entrou e o saldo do Baú para ver o que guardou, facilitando o fechamento do mês.
4. Não atrase o pagamento do DAS
O boleto do DAS é o que garante seus direitos previdenciários, como aposentadoria e auxílio-doença. Ele é pago mensalmente e você já precisa ter esse valor previsto no seu orçamento. Mantenha essa guia em dia para evitar multas e manter seu CNPJ regularizado.
Você pode gerenciar isso facilmente pela Área MEI no app do Ton, por onde é possível fazer a emissão e também pagar o DAS.
5. Crie uma reserva de emergência
Você precisa ter em mente que imprevistos acontecem, como problemas em equipamentos de trabalho ou uma semana de chuva que afasta os clientes. Sabendo disso, tente sempre guardar uma pequena porcentagem das vendas todos os meses.
O Baú do Ton é uma ótima ferramenta para isso, pois seu dinheiro rende 100% do CDI e fica separado do saldo principal. Com ele, você pode:
- separar uma porcentagem do que vender para cair direto no seu Baú;
- guardar um valor no momento que quiser;
Dessa forma, você sempre terá um dinheiro reservado para te tirar de um aperto inesperado quando precisar.
6. Calcule seus preços corretamente
Esse é o ponto de partida se você quer começar um negócio: entender quanto você vai cobrar do seu cliente por cada produto.
Não defina preços apenas olhando somente a concorrência ou com base em achismos. Você precisa considerar o custo do produto, o preço do frete, a embalagem e o seu tempo de trabalho. Se o cálculo estiver errado, você estará pagando para trabalhar e seu negócio não sobreviverá no longo prazo.
Confira aqui a nossa calculadora de preço de venda e não erre na precificação do seu produto! 💵
7. Controle seu estoque com rigor
Dinheiro parado na prateleira é dinheiro que não está rendendo. Tenha apenas o necessário para atender seus clientes e evite compras exageradas por impulso, mesmo que o fornecedor ofereça um desconto aparente.
8. Use a tecnologia a seu favor
Gerenciar um negócio sozinho exige que você seja o vendedor, o estoquista e o financeiro ao mesmo tempo. A tecnologia não serve para complicar, mas para devolver o seu tempo. Use as ferramentas digitais para tornar o seu dia a dia mais prático.
- Organização de rotina: utilize o Google Agenda para marcar entregas, prazos de pagamento e não esquecer compromissos com fornecedores;
- Comunicação profissional: use o WhatsApp Business para criar um catálogo de produtos e separar suas conversas pessoais das negociações com clientes;
- Controle de tarefas e estoque: ferramentas como o Trello ajudam a organizar visualmente o que precisa ser comprado, o que está em produção e o que já foi enviado.
9. Planeje os meses de baixo movimento
Todo negócio tem períodos com menos movimento. Se você vende mais no Natal, use o fôlego financeiro desse período para cobrir os meses mais parados, como janeiro ou fevereiro.
Tenha sempre registrado qual é a sua média de faturamento mês a mês para ter uma base de comparação e te ajudar no planejamento para meses mais parados em termos de venda.
10. Negocie sempre com fornecedores
A gestão financeira também acontece na hora da compra. Pesquise preços, peça descontos para pagamentos à vista ou tente prazos maiores se precisar de fôlego no fluxo de caixa. Cada centavo economizado na compra vira lucro na venda.
11. Reinvista no seu crescimento
Para o negócio crescer, ele precisa de investimento. Pode ser um curso de capacitação, uma pintura nova para a loja, o importante é sempre pensar em melhorias. Por isso, use parte do lucro para melhorar o que você já faz.
12. Monitore seu limite de faturamento
O MEI tem um teto anual de faturamento que deve ser respeitado. Se você ultrapassar esse valor, terá que mudar de categoria (virar uma Microempresa) e pagar mais impostos. Acompanhe mensalmente quanto sua empresa vendeu para planejar essa transição com calma, caso seu negócio cresça mais do que o esperado.
Comece a organizar seu MEI hoje mesmo
A gestão financeira para MEI não precisa ser um bicho de sete cabeças. O importante é a constância: cuidar do dinheiro todo dia para que ele cuide do seu sonho no futuro. Quer facilitar a rotina do seu negócio? Abra já sua conta Ton, conheça a Área MEI do Ton e ganhe autonomia, economia de tempo e facilidade na gestão financeira do seu negócio! 📈



